CRIA - Centro de Referência em Informação Ambiental

Laura Proença Guimarães, Fernando B. Matos, Luiza F. A. de Paula

A Flora Brasiliensis em 5 madeiras coloridas

Conheça 5 madeiras comerciais que foram representadas na primeira Flora publicada para o Brasil

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Colagem de pranchas de plantas ilustradas na obra Flora Brasiliensis (2023), de Luiza de PaulaFonte original: Flora Brasiliensis disponível em Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA)

Flora Brasiliensis e as madeiras

A Flora Brasiliensis compilou pela primeira vez as espécies de plantas do Brasil. A obra foi produzida entre 1840 e 1906, e liderada especialmente pelo naturalista alemão von Martius. Entre as quase 23 mil espécies tratadas, muitas são de interesse madeireiro. Conheça 5 delas.

Vol. XV, Part II, Fasc. 50 Plate 17 (1870-12-01)CRIA - Centro de Referência em Informação Ambiental

Madeira preta

Braúna é o nome popular da espécie Melanoxylon brauna. Seu nome científico vem do grego "melanos" (preto) e "xylon" (madeira), em alusão à cor escura da parte interna de seus troncos. O epíteto braúna vem do tupi "ibirá-uma", que significa "madeira preta".

Detalhe do tronco de Melanoxylon brauna (braúna), Renato Carvalho Franco, 2023, Da coleção de: CRIA - Centro de Referência em Informação Ambiental
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Madeira de Melanoxylon brauna (braúna), Luiza de Paula, 2023, Da coleção de: CRIA - Centro de Referência em Informação Ambiental
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A braúna foi amplamente retirada do seu ambiente natural, a Mata Atlântica, por fornecer madeira de alta qualidade e muita resistência, servindo para confecção de móveis,  pontes, dormentes de trilhos e construção em geral. Hoje em dia está ameaçada de extinção. 

Vol. XII, Part II, Fasc. 60 Plate 8 (1872-12-01)CRIA - Centro de Referência em Informação Ambiental

Madeira branca

O pau-marfim (Agonandra brasiliensis) marca presença em quase todos os grandes biomas brasileiros. Além da sua distinta madeira branca-amarelada, diversas partes são utilizadas, como as folhas, raízes e casca, devido às suas propriedades medicinais.



Pau-marfim, Mateusbotanica2020, 2022, Fonte original: Wikimedia Commons
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Madeira de Agonandra brasiliensis (pau-marfim), Luiza de Paula, 2023, Da coleção de: CRIA - Centro de Referência em Informação Ambiental
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O pau-marfim recebe outros nomes populares relacionados à sua madeira branca-amarelada, por exemplo, marfim-de-veado e pau-d’alho-do-campo. A espécie é usada na marcenaria, carpintaria, construção provisória e produção de cabos de ferramenta.

Vol. XV, Part II, Fasc. 50 Plate 46 (1870-12-01)CRIA - Centro de Referência em Informação Ambiental

Madeira amarela

A grápia, garapa ou amarelão (Apuleia leiocarpa), possui uma abrangente distribuição geográfica e é amplamente utilizada pela indústria madeireira. Nos últimos anos, houve uma redução de 30% de sua população, tornando-a vulnerável, o que exige o manejo sustentável da espécie. 

Grapia, Trap Hers, 2022, Fonte original: Pl@ntNet
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Grapia (Apuleia leiocarpa), Richter, H.G. e Dallwitz, M.J., 2000, Fonte original: Richter, H.G., and Dallwitz, M.J. 2000 onwards. Commercial timbers: descriptions, illustrations, identification, and information retrieval. In English, French, German, Portuguese, and Spanish. Version: 9th April 2019. delta-intkey.com
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A grápia pode atingir até 40m de altura, sua madeira tem uma distinta cor amarelada e é indicada para construção civil e para produção de barris de cerveja e vinhos. Além disso, existem registros do uso do chá da madeira para o tratamento de diabetes. 

Vol. XV, Part II, Fasc. 50 Plate 22 (1870-12-01)CRIA - Centro de Referência em Informação Ambiental

Madeira vermelha

O pau-brasil (Paubrasilia echinata) é conhecido por sua madeira avermelhada de importância econômica. É nativo da Mata Atlântica e uma espécie altamente ameaçada, já que foi explorada nos últimos 500 anos. 

Pau-brasil (Caesalpinia echinata), Mauro Guanandi (CC BY 2.0), Da coleção de: Museu do Amanhã
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Pau-brasil (Paubrasilia echinata), Luiza de Paula, 2023, Da coleção de: CRIA - Centro de Referência em Informação Ambiental
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O pau-brasil foi explorado pelos portugueses principalmente pela resina presente na sua madeira, que permitia a produção de corantes usados para tingir tecidos. Hoje em dia, a madeira do pau-brasil é muito utilizada para produzir violinos e arcos de qualidade considerada insubstituível. Após séculos de exploração, sua ocorrência está mais rara, tornando necessária a implementação de medidas de conservação.

Vol. XV, Part II, Fasc. 50 Plate 60 (1870-12-01)CRIA - Centro de Referência em Informação Ambiental

Madeira roxa

O roxinho (Peltogyne paniculata), pau-roxo ou pau-violeta, é uma árvore nativa da região amazônica. Produz uma madeira de cor roxa de alto valor econômico. 

Tronco de Peltogyne paniculata (roxinho), Serviço Florestal Brasileiro, Laboratório de Serviços Florestais, Fonte original: https://lpf.florestal.gov.br/pt-br/?option=com_madeirasbrasileiras&view=especieestudada&especieestudadaid=192
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Madeira de Peltogyne paniculata (roxinho), Luiza de Paula, 2023, Da coleção de: CRIA - Centro de Referência em Informação Ambiental
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A característica mais marcante desta espécie é a sua madeira de coloração roxa muito dura e resistente, que é usada para marcenaria de luxo e para a construção civil. Na região norte, onde é nativa, sua madeira é pouco explorada comercialmente, e, por sua resistência, é usada em fogões a lenha. 

Créditos: história

Pesquisa e redação: Laura Proença Guimarães (UFMG), Fernando B. Matos (CRIA), Luiza F. A. de Paula (UFMG)
Montagem: Luiza F. A. de Paula (UFMG)
Revisão: Vanderlei Canhos (CRIA)
Referências: Flora Brasiliensis (http://florabrasiliensis.cria.org.br/opus); Viagem pelo Brasil (https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/573991)
Informações adicionais: http://florabrasiliensis.cria.org.br/stories
Agradecimentos: Aos autores das imagens.

*Todos os esforços foram feitos para creditar as imagens, áudios e vídeos e contar corretamente os episódios narrados nas exposições. Caso encontre erros e/ou omissões, favor entrar em contato pelo e-mail contato@cria.org.br

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